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IPCA de Macapá registra taxa acumulada de 13,77% em 2015

O Índice de Preços ao Consumidor - Amplo (IPCA) de Macapá, que mede a variação dos preços das famílias com 1 a 40 salários mínimos, ficou em 0,89% em dezembro, fechando o ano de 2015 em 13,77%, informa a Secretaria de Estado do Planejamento do Amapá.

Apesar do acumulado do ano ser superior ao índice nacional, que foi de 10,67%, a taxa de dezembro na capital do Estado do Amapá apresentou uma variação menor em relação a novembro, caindo de 1,15% para 0,89%.

No mês de dezembro, a alta de preços desacelerou em relação ao mês anterior na maioria dos grupos subdivididos entre alimentação, vestuário, habitação, móveis e equipamentos, saúde, transportes e despesas pessoais pesquisados em Macapá.

Exceto o grupo de móveis e equipamentos, todos os outros itens apresentaram redução no último mês de 2015, comparados a novembro.

A alimentação, por exemplo, que em dezembro fechou com uma variação em 0,82%, no mês anterior apresentou o índice de 1,02%. Nessa redução, os subgrupos que contribuíram positivamente foram peixe e crustáceos, aves, ovos e frutas, que apresentaram valores menores, comparados a novembro. No grupo do vestuário a variação mensal reduziu de 1,59% para 1,19% em dezembro.

Já no acumulado do ano, o cenário em Macapá não foi positivo. Na maioria dos meses, os índices de inflação fecharam superiores ao nacional. Segundo o secretário de Estado de Planejamento do Amapá, Antonio Teles Junior, na média histórica, o Amapá tem fechado o acumulado do ano acima do teto nacional. Ele explica que a condição geográfica e a dificuldade e custos para a chegada de produtos no Estado contribuem para esses índices. 

“Quase tudo que consumimos vem de outros Estados, com elevado custo de transporte. Se não existissem os benefícios ficais da Área de Livre e Comércio, talvez o custo de vida fosse ainda maior”, explica Teles.

O grupo que apresentou maior alta no acumulado do ano em Macapá foi o de móveis e equipamentos, com 21,89%, seguido pelas despesas pessoais, que fechou o ano em 19,97%. Dentro desses tipos de gastos, as principais pressões partiram dos empregados domésticos, cabeleireiros e manicures.

O secretário ainda lembra que a dinâmica da inflação está  inserida em um contexto nacional, que depende da política econômica  e fiscal, capitaneada pela União.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), responsável pelo comportamento dos preços no Brasil, não monitora os índices no Amapá pela pouca relevância da amostra no cenário nacional e pelo custo elevado das pesquisas amostrais. Porém, o Governo do Estado do Amapá compreende a importância desse indicador para a tomada de decisões da Seplan no Estado e, desde 1984, acompanha os preços mensalmente.

Além do IPCA, a Seplan analisa outros três indicadores: IPC, Cesta Básica Oficial e Cesta Básica Regional. Uma equipe de pesquisadores da secretaria, através da Coordenadoria de Pesquisas e Estratégias Socioeconômicas e Fiscais, visitam mensalmente 650 estabelecimentos comerciais e de serviços que estão entre lojas, mercearias, feiras, escritórios, restaurantes e outros.

A área de abrangência da pesquisa é a cidade de Macapá, considerando que 60% da população do Estado, se concentra na capital.

 

IPC

O Índice de Preço ao Consumidor que mede o consumo das famílias de 1 a 6 salários mínimos na cidade de Macapá, no mês de dezembro apresentou uma variação de 0,95%. Já em novembro, a variação ficou em 1,10%. No acumulado do ano, a média foi de 14,13%, enquanto no nacional foi de 11,28%.

Cesta Básica Oficial

A Cesta básica oficial também ficou um pouco mais cara em dezembro, se comparada ao mês anterior. A pesquisa considera uma cesta composta por 12 produtos alimentícios essenciais para alimentar mensalmente uma pessoa adulta e incluem os itens: arroz polido, feijão jalo, farinhamandioca, tomate, banana, alcatra, leite em caixa, manteiga, pão francês, óleo de cozinha, café moído e açúcar. 

No mês de novembro essa cesta básica poderia ser adquirida por R$369,00, enquanto em dezembro foi necessário desembolsar a quantia de R$ 370,21, comprometendo 46,98% da sua renda. Em novembro de 2014, ela custava R$ 335,97.

Os itens que mais contribuíram para a alta nos meses subsequentes de 2015 foram a manteiga que subiu de R$13,44 para R$ 13,95, a farinha de mandioca que subiu de R$ 14,01 para R$ 14,22, referente a quantia de 3 quilos.

Cesta Básica Regional

A cesta básica regional também ficou mais cara ao consumidor em dezembro, se comparada ao mês anterior. Enquanto em novembro ela custava R$ 1.520,24, no último mês do ano ela fechou em R$1.543,21, comprometendo 32,64% da renda.

Apenas a cesta de alimentos, saltou de R$ 1.194,47 para R$ 1.210,28, maior em 1,32%. Contribuíram para essa alta itens como limão, peito de frango e camarão salgado.

A cesta de higiene pessoal também teve um acréscimo de 3,88%, comparada a novembro. Os produtos de maiores valores do mês foram desodorante e lamina de barbear. Em dezembro, essa cesta fechou em R$ 174,18.

De acordo com a coordenadora de pesquisas e estratégias socioeconômicas e fiscais, Regina Celis Martins Ferreira, a cesta básica regional tem como referência o consumo de produtos para atender uma família de cinco integrantes, com 6 salários mínimos líquido. Ela é monitorada em 54 produtos e serviços, divididos em três grupos: alimentação, higiene pessoal, artigos de limpeza e manutenção.


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